* Extraído de texto escrito por Gleiciana Marcele Veronesi

      Desde os primórdios da Humanidade, observa-se a existências das
Corporações Musicais, que nos dias de hoje é conhecida, também como Bandas de
Música e ou Fanfarras.
Inicialmente, tinham por objetivo estimular as tropas, durante as guerras e
batalhas, bem como alegrar as festas religiosas.
Na atualidade, caracterizam-se, principalmente, pelo caráter cívico (Desfiles e
Eventos comemorativos, como o dia da Independência, entre outros).
        As Bandas e Fanfarras, comumente, são compostas pelo “Corpo Musical” e
pela “Linha de Frente”, na qual, destaca-se a Figura da “Baliza”. Em posição
privilegiada, vem à frente do “Corpo Musical”, manifestando-se com destreza, graça
e técnica, “roubando a cena”, às vezes, deste, pois essa Figura comunica e traduz,
por meio de seu corpo (movimento, gestos e gestualidade) a música expressada
pelo “Corpo Musical”, criando uma atmosfera emocionante.
Com “Adereços” e “Indumentárias” únicos (MOURÃO, 2006), a “Baliza” reúne,
em sua performance, diversas manifestações corporais, como: a Dança, a Ginástica
Rítmica, a Ginástica Artística, entre outras, abrilhantando assim a Apresentação da
Corporação Musical (BOZZINI, 1993).
        Por todas as características peculiares à categoria da “Baliza”, sua
preparação físico-técnico-artística é diferenciada dos demais componentes,
merecendo uma atenção especial.
Há um percurso cheio e extenso, o qual congrega inúmeras modificações,
que foram traçadas, por essa Figura dançante, como: vestimenta, técnica, posições,
posturas, elementos, Adereços, fidelidade a Regulamentos, entre outras
curiosidades que edificaram a Figura da “Baliza”.